. Como foi o inverno 08 - de inspiração no universo western americano: os recortes das selas, as ponteiras e botas. As saias eram godê curtas ou ajustadas e bem abaixo do joelho. Os tradicionais franjados foram transformados em tecidos - elas eram horizontais e cobriam a peça toda. Cavalos, paisagens e outros temas caubóis enfeitavam botas e vestidos.. Como foi o inverno 08 – Erika foi buscar referências no baú da avó e trouxe para a passarela vestidos pretos, mistura de estampas, dobraduras, plissados, amarrações, cintura marcada.
.Como foi o verão 09 – em homenagem ao centenário da imigração japonesa no Brasil, a estilista trabalhou referências culturais dos dois países. Estampas de onças se misturaram a pinturas tribais dos índios e florais. Laços arrematam vestidos cheios de curvas e dobraduras.
. O inverno 09 – Erika se manteve fiel à tradição japonesa. Suas roupas lembram quimonos, que lembram amarrações, que lembram estampas variadas e usadas juntas, que lembram cerejeiras, que lembram o Japão.Desta vez, o ponto de partida foi o furoshiki, um pedaço de tecido colorido usado para embrulhar objetos – e dá-lhe embrulho! Todas as peças têm ângulos, pontas ou repuxados resultantes dessa “dobradura”. Erika trabalhou também com maxitricôs de ponto largo, mas precisa tomar cuidado com o excesso – é muito fácil deixar o look com cara de bicho-grilo.
Já as calças são boas, mais largas nos quadris e justas nas pernas, têm jeito de novidade. É legal saber qual é o seu DNA - tanto de identidade de marca quanto genético - mas há de se prestar atenção para não usá-lo como desculpa para a repetição.
Maíra Goldschmidt
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